DrownedInSpace Ophelia – 1 h
(series dedicated to David Michael Chandler, who also loves space)
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DrownedInSpace Ophelia – 1 h
(series dedicated to David Michael Chandler, who also loves space)
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verdugos nós
éramos
transcendentes pretextos
era eu
interior ao elástico nisso
anterior
ulterior
digo
tantas
todas as minhas bocas
amarradas numa só onda do através
da barriga da minha mãe
sem rede
sem nós
eu não podia nascer
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retalhos espaldeados
espalhados
malarrumados
descosturados e costurados
tudo censurável, tudo berrante, tudo um falo gigante
penduricalhos
ornatos
e as metades todas
inutilidades todas após a primeira divisão
é o circo, mãe
é a lona quem não detém à diversão
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agora deram de ser
opositores
os polegares
após a separação
essas metades que não se dão
agora dará
de segurar
xícaras de mornuras
o amor
então vão dar ser
opositores
os cios das metades, das metáforas, das meias-luas
como se sobreviver
dependesse de segurar essa enxada mentirosa
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em cada meio momento fanal
era eu
o ovo
e empinava o interior oval
ao estimuloso susto de ser só
metade, metade
eu brilhava
era rara
empinada
de longe
ouvia o amor
a prometer felicidade mais cara que um ovo
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o meu amor não está aqui
nem aqui o meu amor está
há o ícone duma beleza muito escondida
entre as metades
não me faltam os meios
estou complexa
entre tudo o que é metade de mim
ai
lido com minhocas para dizer
lido assim
com as mãos assim
como que lidando com minhocas para dizer
eu não sei onde o meu amor andará
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eu tinha sossego numa parte do rosto
eu tinha uma parte e tinha a outra parte do rosto
esta
tinha o meu gosto de areia
tempo de ser salgada a tristeza
inda ria
ria tanto
ia rachando inteira
até que no sexo
até que em lá
o sexo
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era cã
era ciclopa
era ovo
e era afã
e num meio termo
fecundou-se a maldade
era ovo
era película
era ovo
era ciclopa
era ponto cego para pássaros de Gauguin
era hipérbole sem rumo
e eu não sei o que eu era
a valência era fundida ao sangue
a solidão era cozida em bege
(a cor da ruína)
era eu cabendo ao mundo
não o contrário
o contrário à comida
à comida
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PORTA É ADVENTO INCONSCIENTE
PATENTE ATEMPORAL
OBSTÁCULO CULTUROSO QUE CADA UM DE NÓS
CRAVEJA AO SONHO
ANTERIOR À COISA DESEJADA
BOBAGEM
PORTA, PORTÃO
É PERMISSÃO AO FURO NO TEMPO
DAQUI
POSSO VER O QUARTO
DAQUI
UMA PEQUENA PERMISSÃO
/A FECHADURA É O CÃO PERMITIDO/
VEJO A TUA CAMA
ENTESO A TUA MÃO
EU SOU SÍMBOLO
A PORTA EXISTE
PORQUE SÓ AGORA
DISCORRO
SOBRE QUANTAS VEZES DEITAR A LÍNGUA NA PALAVRA
PERMISSÃO
Eastern White Pine inflorescence on Flickr.
do, nashville, tennessee
National Geo: Transparent Amazonian Fish
It’s speculated that the combination of its nearly invisible nature and nocturnal ways may be the reason...