Julho 29, 2014

 

 

 

é claro que não iremos nos salvar

não um do outro

e beirando a realidade

eu poderia dizer que este lago é feito do teu sangue

mas aí

eu estaria beirando a realidade

e nem sempre é dessa sopa de bugigangas que se faz

uma conversa

de onde salta o objeto

terrivelmente incoerente e vital

salta a nos acontecer

e já poderemos não nos salvar

não um ao outro

cisne branco 

cisne branco 

peixinho frito e aleluia

já poderemos não nos assaltar

 

 

 

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Julho 29, 2014
 
 
 
uma coça de coisa e
dois alentos 
arrebatadores:
Marvina sente coceira e coça. 
dói-lhe a cicatriz no céu da boca 
e zás
Marvina sabe que hoje é dia de chover.
a coça:
nós sobrevivemos 

e a Marvina é movediça.
 
 
 
 
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uma coça de coisa e

dois alentos

arrebatadores:

Marvina sente coceira e coça.

dói-lhe a cicatriz no céu da boca

e zás

Marvina sabe que hoje é dia de chover.

a coça:

nós sobrevivemos

e a Marvina é movediça.

 

 

 

 

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Julho 28, 2014

ray-castelo said: Você venderia algum trabalho seu se alguém se interessasse ?

Taí uma coisa que nunca pensei… Talvez sim. :)

Julho 28, 2014

ray-castelo said: Como você extrai seu sangue pra pintar? Você usa pincel? Só usa seu próprio sangue ou já usou de outro animal?

Oi! Eu furo os dedos, em alguns casos uso pincel sim, mas prefiro ir determinando a figura com a ponta do próprio alfinete. E não, nunca usei sangue de outro animal. :) Boa semana!

Julho 28, 2014

 

 

 

 

no entanto no entanto 

em nada o homem parecia coisa sensível

era um bando a acudi-lo do próprio contorno

tinha cheiro e som de mato

e de suas quatro cabeças podia-se

extrair ideias absurdamente humanas

e de suas mãos

podiam-se sentidos ondulados

e de seus pés

podia-se renascer

 

 

 

 

 

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Julho 25, 2014
 
 
rezo para que os coitados não deixem de existir.
rezo para que umas promessas sejam muito coitadas.
rezo para que a reza não toque nunca o que for sobrenatural.
 
 
 
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rezo para que os coitados não deixem de existir.

rezo para que umas promessas sejam muito coitadas.

rezo para que a reza não toque nunca o que for sobrenatural.

 

 

 

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Julho 25, 2014

 

 

 

 

naquela noite

o mar respirava gritado

cuspia pedrinhas em toda costa

 

abraçou um filho

dela jamais pertencido

e caiu morta

na areia

mais que lentamente

foi expulso de sua boca

um luminoso bezerro ruivo

silencioso

intenso

lunático

e cuja espécie ainda estava por ser catalogada

 

 

 

 

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Julho 24, 2014

obscuredbycloudzz said: Sensacional

(:

Julho 23, 2014
 
 
 
 
quero uma garrafa fechada com uma vela acesa dentro.
suplicável
também quero parar de pensar contendo as tetas. 
quero uma canoa
dobrável do pequeníssimo
quero um remo viscoso, trigueiro
e também quero me atochar aos cavados de quem.
suplicante
quero febre tifoide para dois.
 
 
 
 
 
 
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quero uma garrafa fechada com uma vela acesa dentro.

suplicável

também quero parar de pensar contendo as tetas.

quero uma canoa

dobrável do pequeníssimo

quero um remo viscoso, trigueiro

e também quero me atochar aos cavados de quem.

suplicante

quero febre tifoide para dois.

 

 

 

 

 

 

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Julho 22, 2014
 
 
 
 
já com o ratinho entre os dentes pensa o gato
salvar o inimigo da morte?
e o solta com todo carinho do mundo, esfrega o focinho no focinho desabitado, chora um pouquinho e corre o beco, todo contente, tendo feito um bem enorme ao estado, atento agora ao fuso da morte na inimizade: a fome é cega
!como pensa esse gato!
e é cego o pretexto do açougue, do açougueiro, é cega a beata e é carcomido o tronco da árvore genealógica do candidato a reeleição da prefeitura, naquele estado, é cego o aluno que não enxerga de perto, o aluno que não enxerga de longe vê tudo e ninguém perceberá até que ele tenha um busto de bronze na praça dos caga-pombo.
por fim, o gato volta ao beco e come o rato mole, mole e cheio de formiguinhas nos olhos. 
hoje não há a mínima chance de chuva.

a mínima chance de hoje não há.
 
 
 
 
 
 
 
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já com o ratinho entre os dentes pensa o gato

salvar o inimigo da morte?

e o solta com todo carinho do mundo, esfrega o focinho no focinho desabitado, chora um pouquinho e corre o beco, todo contente, tendo feito um bem enorme ao estado, atento agora ao fuso da morte na inimizade: a fome é cega

!como pensa esse gato!

e é cego o pretexto do açougue, do açougueiro, é cega a beata e é carcomido o tronco da árvore genealógica do candidato a reeleição da prefeitura, naquele estado, é cego o aluno que não enxerga de perto, o aluno que não enxerga de longe vê tudo e ninguém perceberá até que ele tenha um busto de bronze na praça dos caga-pombo.

por fim, o gato volta ao beco e come o rato mole, mole e cheio de formiguinhas nos olhos.

hoje não há a mínima chance de chuva.

a mínima chance de hoje não há.

 

 

 

 

 

 

 

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Julho 21, 2014

 


           .para o Bastião, o Alba, o que na minha lomba segue, curtindo meu couro, segue.

 

 

 

 

 

escrevia-se na parede da caverna

ou no disco de argila

ou na parede do vaso sob a máscara

escrevia-se no linho

e depois no couro do animal

ou tudo noutra escada 

mas escrevia-se

e falava-se

lança

paixão

fome

mão

passagem

eu

você

fogo

nave

cavalo

ou tudo e noutra cuia

que cuia é onde cabe

a reminiscência da coisa

que molha e aciona o signo

tudo e noutra cuia

noutra eleição

mas escrevia-se

e usava-se outro tipo de mão

tudo era hospedeiro

no que escrevia-se

tudo era espera e anfitrião

de engrenar dois ou mais satélites

tudo era composição e decomposição

palma sonhada

passagem

alguém

nave

comida

lança

eu

ardor

arrebatamento

égua da noite

Sebastião

escrevia-se muito

Sebastião

e propagava-se

pelos cabelos

havia a propagação

 

 

 

 

 

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Julho 19, 2014

 

 

 

suspenda-me por meio segundo:

no vermelho-ouro da recordação

sobre a minha montanha

hoje vou sonhar com o trigal

quando eu acordar

te escrevo uma carta

dizendo sobre

se as orelhas e o focinho coincidiram

se de seus pontos

fez-se a rede

sabes bem

se houve

afinal

a mordida que vivo pedindo a Anúbis.

 

 

 

 

 

 

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Julho 19, 2014

 

 

 

não deixe a teia:

durante quanto tempo eu fiquei sem a língua?

uma pequeníssima ausência faz milagres pelo corpo.

onde a presa resvala é o tango de dentro: não há caça.

durante quanto tempo eu fiquei sem o idioma?

falo do amor. ah. falo do desprendimento.

o falo por falar.

 

 

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Julho 19, 2014
 
 
 
 
acima de tudo
quem ama
amola é o garfo
 
 
 
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acima de tudo

quem ama

amola é o garfo

 

 

 

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Julho 18, 2014

 

 

 

caminha agora pelo planeta

uma gente que é

e que é só amor arável

gentes de gentis chiados

no hálito da linguagem esticada

para dentro e para fora da terra

 

é da desesperança maior

saber e não

sentir na caixa  

algum farol desajuizado

iniciando-se a formigar

 

 

 

 

 

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